PROPOSTA DA PROFESSORA LANA MARA RODRIGUES REGO VARIZO TAVARES

 

Sabemos que diversos processos fonológicos devem ser verificados ao se realizar uma transcrição fonológica. Um processo comum é a neutralização, processo que acontece quando o traço que diferencia os fonemas deixa de atuar, é neutralizado.

Produza um parágrafo, entre 8 e 12 linhas, apresentando a sua análise dos exemplos abaixo, tendo em mente a questão da neutralização e da falsa neutralização. Inclua, em sua discussão, a importância da utilização de um arquifonema na transcrição fonológica.

  1. bol/o/ e bol/u/
  2. d/e/scrição e d/i/scrição
  3. m/e/nino e m/i/nino
  4. c/u/mprimento e c/o/mprimento

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Respostas a este tópico

PARTICIPAÇÃO DE ALGUNS ALUNOS

 

ALUNA

Em relação a neutralização , as palavras bol/o e bol/U , apesar do /o/ ter som de /u/ , o sentido da palavra continua a mesma, havendo alterações apenas na pronúncia.

Em relação a pronúncia de bol/u e bol/o não há alteração de significado, mas c/u/mprimento e c/o/mprimento ,sim. A palavra cumprimento está relacionado ao tratamento que damos a alguém e comprimento , a medidas.

PROFESSORA:

Isso mesmo, Francisca.

Por isso, podemos falar que, no primeiro caso, temos uma neutralização, mas, no segundo par, não. Assim, falamos em falsa neutralização.

Um abraço,

Lana

ALUNO

Olá, boa tarde! no exemplo bol/o/ e bol/u/ não haverá alteração no sentido da palavra caso se alterne esses dois fonemas, esse processo é definido como neutralização pois o ponto de articulação foi neutralizado, para representar a neutralização de fonemas, utiliza-se, na transcrição fonológica, um arquifonema, o qual é geralmente representado por uma letra maiúscula, que nesse caso  é o /U/. É o mesmo caso dos exemplos m/e/nino e m/i/nino, os quais têm o arquifonema representado por /I/, isso acontece bastante no Brasil, visto que há uma grande variedade de regionalismos linguísticos.

Diferentemente dos exemplos supracitados, os exemplos a seguir, c/u/mprimento, c/o/mprimento, d/e/scrição e d/i/scrição,que semanticamente são parônimos, palavras com grafias parecidas mas com significados totalmente diferentes, não cabe o processo de neutralização.

PROFESSORA

Isso mesmo, Wallas!

Por isso, falamos em uma "falsa" neutralização.

Um abraço,

Lana

ALUNO

Olá, professora Lana e colegas!

Entendo que nos dois exemplos bol/o e bol/u, também m/e/nino e m/i/nino, os fonemas o/u e e/i perdem a capacidade de distinção e, dependendo da região, podem ser pronunciados e trocados um pelo outro.  Assim, há a neutralização, ou seja, perdem sua função distintiva e não alteram o significado das palavras. Ou mesmo, processo pelo qual a oposição entre dois fonemas é anulada na fala. Dessa forma, surge o arquifonema, que é uma classe de fonemas, resultante da neutralização, representada por uma letra maiúscula entre barras: /U/; /I/.

Entretanto, nas palavras d/e/scrição e d/i/scrição, também c/u/mprimento e c/o/mprimento não ocorre a neutralização, e sim a falsa neutralização, devido a troca de um fonema, que é a unidade mínima sem sentido, porém distintiva, causar a troca da palavra.

PROFESSORA

Isso mesmo, Jonathan! São dois fonemas distintos, mas que, nesses contextos, se neutralizam, ou seja, deixam de fazer a distinção. Por isso, não há mudança no significado da palavra. Nas falsas neutralizações, temos dois vocábulos distintos.

ALUNA

Olá, professora!

No primeiro exemplo,letra a e letra c, observamos que há neutralização pois bol/o/ e bol/u/ são pronúncias diferentes de uma mesma palavra, que, portanto, possui apenas um significado. Numa transcrição fonológica ficaria /bolU/. Em m/e/nino e m/i/nino teríamos a transcrição fonológica da seguinte maneira: /mInino/.

Na letra 'b', temos uma falsa neutralização assim como na letra  'd' pois possuem fonemas distintos capazes de distinguir o significado da palavra.

Há extrema importância de utilizar um arquifonema na transcrição fonológica pois ele nos norteia de que pode haver mais de uma pronúncia de consoante ou vogal em determinada palavra, podendo ou não haver diferença de significado.

PROFESSORA

Boas observações, Fernanda!

ALUNA

Verificamos nos exemplos a e c, que não existe alteração no sentido das palavras caso se alterne os dois fonemas, temos definido então um processo de neutralização pois o ponto de articulação foi neutralizado, para representar a neutralização, utiliza-se, na transcrição fonológica, um arquifonema, geralmente representado por uma letra maiúscula, /U/ ou /I/ , já este acontece bastante no Brasil, por sua grande variedade de regionalismos linguístico: assim como, em: leit/e/ e leit/i/.

Entretanto nos exemplos b e d, palavras com grafias parecidas, mas com significados diferentes; descrição: ato de narrar, discrição: discreto, cumprimento: saudar, comprimento: tamanho, não cabe o processo de neutralização.

PROFESSORA

Isso mesmo, Adriana. Por isso, temos casos de falsa neutralização. Podemos até pensar em neutralização, mas logo refletimos que a troca de um som por outro implica alteração no significado.

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