Toda análise precisa receber recortes, pois não conseguimos dar conta da complexidade de nenhum objeto ou fenômeno valendo-nos de apenas uma perspectiva de análise. Quando estudamos certas escolas críticas ou as primeiras escolas da Literatura Comparada, verificamos que elas sempre estabelecem certos parâmetros que lhes dê uma identidade e que lhes seja um guia. No entanto, tais parâmetros apresentam sempre uma limitação, que produz um esgotamento e que acaba por precipitar mudanças. É o que vimos acontecer com a Literatura Comparada que foi ampliando as suas fronteiras para várias áreas do conhecimento, tipos de textos e metodologias. Mesmo hoje, após tanta abertura, uma pesquisa em Literatura Comparada não consegue contemplar toda a diversidade do que analisa. Por isso, os muitos trabalhos e o constante diálogo entre eles, no sentido de um complementar o outro, dada a complexidade da tarefa analítica. Aliás, é possível colocar em comparação também as diferentes perspectivas adotadas entre dois estudos comparatistas, ou seja, em vez de comparar obras, comparar dois estudos.

Comparar sempre gera certo grau de tensão entre dois ou mais elementos e isso é fundamental para a reflexão, para a percepção mais apurada da natureza de cada coisa, para a elaboração criteriosa de juízos de valor, enfim, para a construção do conhecimento daquilo que se pretende compreender.

Exibições: 3

Responder esta

Aniversários

Não há aniversários hoje

Eventos

Poema ao acaso

CENPESJUR

© 2017   Criado por Sílvia Mota.   Ativado por

Relatar um incidente  |  Termos de serviço