AULA 3

EDUCAÇÃO INCLUSIVA - PRINCÍPIOS E DESAFIOS

 

INCLUSÃO E ESCOLA INCLUSIVA:

  • Os conceitos de inclusão e escola inclusiva foram consagrados logo após a Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais organizada pela UNESCO, em Salamanca, em junho de 1994.

FILOSOFIA:

  • Sócrates, Platão e Aristóteles buscaram, cada um por um prisma, defender a condição intrínseca dos homens e mulheres de serem compostos pela diferença.
  • Mas, se somos diferentes, há algo que possamos afirmar que é inerente a todos os seres   humanos?
  • O que é ser normal?

NORMA:

  • De acordo com Mir (2004), a palavra norma tem origem etimológica latina e significa esquadro. A normalidade significaria um estado comum e habitual, constituindo-se ainda em um estado ideal, de equilíbrio, sendo que qualquer situação que ameace o estado normal seria considerada uma anomalia.

NORMALIDADE:

  • Ballone (2003) destaca três conceitos referentes à normalidade:

1ª) capacidade de aprender por meio das vivências e experiência e sendo capaz de adaptar-se a um ambiente em transformação.

2ª) capacidade de adaptar-se ao mundo externo, com satisfação, dominando o processo de aculturação.

3ª) capacidade de viver sem medos, angústias e culpas, assumindo sempre a responsabilidade pelas próprias ações.

  • A concepção de normalidade está associada à ideia de adaptação às mudanças.
  • Alternamos nosso estado, ora normal ora anormal? Há diferença entre o normal e patológico?
  • Para Durkheim (1983), esses dois estados estão relacionados à oposição entre saúde e doença. O que é doença e o que é considerado saúde?

DOENÇA:

  • Situação em que está presente a dor e o sofrimento, contudo, alguns estados como a fome, a fadiga são considerados normais, apesar do sofrimento, o que tornam esse critério insuficiente.
  • Tanto os fenômenos de ordem social quanto biológicos podem ser considerados comuns a toda espécie, sendo encontrados em todos os indivíduos, ou na maioria deles, podendo apresentar variações com um limite muito tênue.
  • Durkheim (1983, p.118) salienta que, para definir se um fenômeno é considerado normal ou patológico é necessário analisar a sua frequência.

Examinar o quanto o estado doentio está presente no ser humano.

NORMAL OU PATOLÓGICO:

  • Um fato social é normal para um tipo social determinado, considerado em uma fase determinada de desenvolvimento quando se produz na média das sociedades dessa espécie consideradas em uma fase correspondente de desenvolvimento.

- Depende dos valores.

  • Os resultados do método precedente podem verificar-se mostrando que a generalidade do fenômeno está ligada às condições da vida coletiva do tipo social considerado.

- É preciso analisar o fato na coletividade.

  • Essa diversificação é necessária quando um fato diz respeito a uma espécie social que ainda não cumpriu uma evolução integral.

PATOLOGIA:

  • É definida como um desvio do que se considera uma normalidade média, a qual é medida pela frequência que esta se apresenta, destacando a importância das condições gerais da vida coletiva, ou seja, as regras, normas, hábitos e valores criados socialmente e que necessitam de processos educativos para serem internalizadas e permitir o ajuste dos sujeitos à sociedade.

MAS...

  • Para Canguilhem (1982, p.212), a patologia não é um desvio da média, mas caracterizada por valores determinados pelo próprio ato de viver coletivo. A excepcionalidade não vai se configurar simplesmente por questões biológicas, mas na totalidade humana de um indivíduo que é membro de um grupo social.
  • A norma é a referência de uma ordem possível, que permite e exige uma contestação (contra norma).

EXEMPLO:

  • Indivíduo com astigmatismo. Em uma sociedade agrícola, ele seria considerado normal, contudo, para a marinha e/ou aeronáutica, seria considerado anormal. Além disso, essa norma que torna o indivíduo normal ou patológico muda ao longo do tempo, uma vez que invenções ou novas concepções podem levar variação dessa norma.
  • Os indivíduos que não se adequam às normas são estigmatizados.

ESTIGMA:

  • Quem criou o termo estigma foram os gregos, os quais utilizavam tal conceito para evidenciar sinais corporais que eram produzidos nas pessoas com o intuito de marcá-las e evidenciar algo de extraordinário e/ou mau em seu status moral. Os estigmas auxiliariam na identificação de escravos, criminosos, traidores, entre outros, que a sociedade da época repudiava. Como afirma Goffman (1988), somos nós, a sociedade, que criamos os critérios que vão considerar quem seria normal ou desviante.

SOCIEDADE:

  • A sociedade moderna cria as formas de fazer a diferenciação e de forma ambígua e antagônica, não consegue conviver com essas diferenças, gerando a exclusão, identificando-a como sendo individual, portanto, de responsabilidade única e exclusiva do sujeito que se mostra desviante.
  • Nesse contexto surge a Educação Especial = produto histórico de uma época em que houve o reconhecimento da situação de desigualdade na educação. Assim, grupos de defensores pela igualdade de oportunidades educacionais para todos (a mesma escola para todos) uniram forças e começaram a se organizar na tentativa de contrabalançar tal injustiça.
  • Os limites do modelo médico-psicológico no processo educativo estão em tornar as características relacionadas à deficiência como representativas do aluno como um todo.
  • As escolas especiais têm sido alvo de severas críticas, pois impedem que o aluno conviva com pessoas sem deficiências, podendo, assim, retardar o seu desenvolvimento e tornar-se um espaço de exclusão e assistência social, mostrando parecer intolerável conviver com as diferenças, despertando, na sociedade, sentimentos de menos valia nos indivíduos com deficiência por julgá-los incapazes de participarem de contextos sociais.

- Exclusão mascarada.

  • O conceito de Necessidades Educacionais Especiais propõe a abolição da classificação em deficiências devido a várias causas:

1)       dificuldade em incluir uma determinada criança numa categoria específica, da patologia ou deficiência;

2)       os estereótipos;

3)       o baixo nível de expectativas que esse sistema de categorias (deficiência) gera, tanto nos próprios alunos como nos professores e nas escolas.

  • Escola = não deve ser um ambiente homogeneizador. Espaço multicultural.

ATIVIDADE:

  • A inclusão escolar diz respeito a quais alunos?
  • Escola = heterogênea, multicultural.

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