AULA 6

AS IDEIAS PEDAGÓGICAS DO PERÍODO REPUBLICANO

 

 

Vamos entender um pouco sobre o início da Educação no Século XX

 

Trata-se de um período relevante, não apenas para a Educação brasileira, mas também para o mundo. Período importante, com tensões políticas muito significativas, que vão influenciar na Educação. Vislumbra-se uma Escola para a estruturação da Sociedade Democrática. A consolidação dos espaços público e privado, no séc. XX, torna-se mais claro, em especial, no âmbito da Família, estabelecendo-se o que é da sua responsabilidade. A Família definiu-se, claramente, como referência na elaboração da identidade moral dos indivíduos e como célula base da sociedade que então se estruturava. As ciências vão contribuir para as transformações e para as reflexões na Educação, para que atenda às necessidades do indivíduo, mas também aos interesses da Sociedade. As ciências vão contribuir para as transformações e para as reflexões na Educação. Para muitos autores tornava-se necessário dar vida ao processo tecnológico, redimensionando-o em termos mais humanos, valorizando o indivíduo e suas características.

 

Assistimos no Sec. XX a ascensão de outros sujeitos educativos: jardim da infância, educação da mulher e as camadas subalternas. A criança passa a ir mais cedo para a escola, que tem que atender às suas necessidades individuais e sociais. A mulher passa a ocupar um espaço escolar, seja como discente, seja como docente; primeiro na Europa e bem depois no Brasil, passa a ocupar um espaço, também significativo, no Ensino Superior. As camadas subalternas têm acesso à educação e percebem a importância da educação para a sua formação, para a sua atividade e para a sua ascensão, no sentido de eliminar as desigualdades. A Educação tem que abarcar esses novos sujeitos educativos que adentram o espaço escolar.

 

No século XX, o processo educativo desempenha papel diferente daquele que desempenhava no passado. Deixa de ser restrito. Ocorre um interesse não só pelo ensino técnico, mas pela educação para o trabalho, o que supõe, inclusive, a crítica à escola dualista (que exclui).

 

Reafirma-se a necessidade da escola pública, gratuita e obrigatória, para que todos os indivíduos, com suas diferenças, tenham acesso ao conhecimento => democratização do Ensino. É evidente a busca de solução para o idealismo escolar, sobrelevando a ideia de que a Educação pode garantir mobilidade social e profissional.

 

A ideia de que na educação pode garantir a mobilidade social e profissional consolida-se no século XX.

 

Os projetos educacionais passam por um período de otimismo. A Escola representa a esperança de democratização da Sociedade – uma Escola que busque a liberdade, para que o indivíduo almeje e conquiste uma Sociedade mais igualitária. Nesse sentido, a Escola é capaz de emancipar => principal objetivo dos educadores.

 

Alguns teóricos destacaram, de maneira enfática, o caráter ideológico da Escola, como lugar de incultação das ideias da classe dominante. A Escola passa a ser compreendida como reprodutora do sistema. Exemplo: Primeira Grande Guerra Mundial – o povo foi manipulado (induzido a...), sendo a escola o principal instrumento. A mesma Escola que emancipa pode aprisionar, fazendo com que uma maioria seja manipulada.

 

A Escola passa a ser o centro das reflexões – o grande aparelho a serviço da doutrinação dos estados totalitários, para exercer a função de plasmar e controlar crianças e jovens, para fazer com que não se discuta, que não se lute, que não se procure uma outra sociedade ou uma outra condição.

 

No século XX ocorre forte influência das ciências: maior rigor na reflexão pedagógica, que exige a articulação com as diversas ciências:

Psicologia

Sociologia

Antropologia

Linguística

Biologia

A Educação articula-se com as ciências, para a conquista do seu espaço, pois é preciso modernizar o país.

 

A Pedagogia se desvencilha, nesse momento, da antiga orientação metafísica, que se moldava num modelo universal de humanidade a ser plasmada (moldada). Não se tem mais esse modelo universal no século XX, porque a ciência não condiz mais com esse modelo. Por isso, a Escola Nova conquista um espaço muito grande e significativo.

 

Há um interesse pela natureza da criança. O aluno ganha um espaço que vinha sendo construído desde o séc. XVIII e passa a ser um sujeito ativo na Educação. Os processos de aprendizagem passam a ser elucidados à luz das ciências. O professor se coloca, também, como aprendiz e não mais detém o poder. O aluno não mais recebe passivamente os conteúdos, não é mais aquele que decora; passa a ser ativo no processo, para que sua individualidade seja mantida e, consequentemente, possa contribuir para a Sociedade. A busca pelos métodos adequados torna-se quase que uma obsessão.

 

A Sociologia ajuda a compreender melhor a Educação como instrumento de desenvolvimento da Sociedade. Por isso, as ciências entram e permanecem no campo da Educação. Daí a inclusão da cultura científica como parte do conteúdo a ser ensinado.

 

A ampliação da educação infantil e dos demais níveis de ensino, da rede escolar deveu-se à expansão da indústria e do comércio, à diversificação de profissões técnicas e dos quadros burocráticos na administração e organização dos negócios.

 

No Brasil ocorrem mudanças radicais:

Abolição da escravatura

Instituição do Regime republicano

Urbanização

Ampliação da industrialização (a partir dos anos 30)

 

Passa a existir nova Sociedade, que necessita de serviços especializados – é necessária uma nova Escola. Percebe-se a Educação como um vetor de homogeneização cultural da nação. Era preciso tirar o Brasil do arcaísmo, do colonialismo. Era preciso construir um novo homem, que não aceitasse o que lhe era imposto, que tivesse opiniões próprias e contribuísse para o desenvolvimento da sua sociedade.

 

Afinal, que homem é o homem brasileiro¿ - O Jeca Tatu¿

Boom Educacional no Brasil – exige-se escolarização.

 

Organização administrativa da Escola – Reforma Benjamin Constant (1890)

São princípios orientadores da reforma: liberdade e laicidade do ensino e gratuidade do ensino

primário. O ensino é laico quando não apresenta conteúdo religioso. O princípio da laicidade do ensino quer uma educação afastada do clero e da Igreja.

 

Apenas o Ensino Superior era responsabilidade do Governo Federal. Os demais níveis de ensino eram responsabilidade das Secretarias do interior de cada Estado. Não havia a preocupação de traçar um projeto nacional de educação. 

FEDERALISMO E EDUCAÇÃO

 

- Abertura de escolas – o tema ganhou destaque e a Sociedade começou a perceber a necessidade da escolarização.

- Dois grandes movimentos lutaram pela abertura de novas escolas e a melhoria da qualidade de ensino:

 

1 ENTUSIASMO PELA EDUCAÇÃO (QUANTITATIVO) – primava pela abertura de escolas.

2 OTIMISMO PEDAGÓGICO (QUALITATIVO) – via na reflexão pedagógica o principal ato para a estruturação da educação nacional.

 

ATIVIDADE

 

Explique porque o século XX apresenta características únicas que determinaram mudanças radicais no processo de educação.

RESPOSTA:

O início do século XX apresenta muito do que foi apresentado no século XIX, mas apresenta características únicas:

1 Foram radicais, sim, porque a Escola tem o seu eixo totalmente reposicionado. O respaldo científico vai contribuir para a Educação, porque as ciências adentram as reflexões educacionais.

2 No século XX a ciência já tem corpo, já tem alma. A Psicologia vai garantir aos alunos análise das suas capacidades. Exemplo: aplicação de testes psicológicos.

3 A Educação passa a ser compreendida como aquela arma que vai fazer com que o governante manipule ou não a sua população. A Escola rompe com a questão do dualismo e busca respostas para eliminá-lo.

4 A Escola passa a ser um lugar pretendido por muitos.

5 A Sociologia passa a auxiliar a Educação e vai, também, buscar respostas na Educação

6 A Filosofia adentra a Educação, para que se reflita a respeito das necessidades reais de cada localidade.

7 A Escola Nova conquista um espaço muito grande na Sociedade e também como uma forma de valorizar as características individuais.

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